Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 11/10/2021

De acordo com o escritor brasileiro Darcy Ribeiro, “o Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna nossa classe dominante enferma de desigualdades, de descaso”. Sob essa ótica, os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil representa um grave problema social, uma vez que tais interferências ferem a dignidade de diversas mulheres na nação, que por condições financeiras não conseguem cumprir com a higiene básica. Nesse panorama, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de conscientização representam o impasse disposto, hodiernamente, no território.

Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção do bem-estar social. Com isso, infelizmente, a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição Federal de 1988, a qual designa, principalmente, a erradicação da pobreza e da marginalização. Nesse sentido, o descumprimento da Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, especialmente com as mulheres carentes, que são restringidas de direitos cruciais, como promoção da saúde menstrual, na medida em que, segundo o portal de notícias da Globo, G1, o presidente do país, Bolsonaro, vetou, a distribuição de absorventes, na qual tal fato alude ao problema. Desse modo, é visível a incompetência da máquina administrativa da nação, posto que ela não cumpre seu dever de anteparo social.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização na atual década, visto que a população desconhece assuntos de elevada relevância nacional, especificamente, atos de cobranças de leis básicas. Nesse contexto, vale salientar que, conforme o naturalista Lamarck, o ambiente em que o indivíduo está inserido o influencia e o modifica. Dessa maneira, é valido analisar que o desconhecimento diante da ilegalidade em que os direitos sociais se encontram influi decisivamente na sua precariedade, já que a carência de informações perante o tema dá persistência ao impasse e configura a alienação social, que nesse viés não cobra, de forma intensiva, seus direitos. Logo, é imprescindível uma mudança coletiva para reversão desse quadro deletério.

Portanto, faz-se necessário o debate acerca dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Assim, cabe ao Governo Federal, órgão com instância máxima da administração executiva do país, a elaboração de projetos sociais que visem a distribuição de absorventes as mulheres carentes, mediante verbas do cofre público, com o fito de prevenir a violação dos direitos humanos. Além de providenciar, com o Ministério da Educação, campanhas, que conscientizem o público na cobrança de virtudes nacionais. A partir disso, será possível minimizar o problema e delir da realidade o pensar de Darcy.