Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 11/10/2021
Na série “Sex Education”, da Netflix, a pobreza menstrual e as dificuldades que as mulheres encontram durante esse período são retratadas e criticadas, uma vez que esses problemas são banalizados em muitos lugares, como no Brasil. Nesse contexto, é inegável que a falta de produtos higiênicos durante o período de menstruação retrata uma falha do Estado e pode impactar na educação das meninas.
Em primeira análise, a pobreza menstrual evidencia uma falha do governo. Segundo o artigo primeiro da Declaração dos Direitos Humanos, todos os seres são iguais em direitos. Dito isso, percebe-se que a miséria durante o período menstrual, que leva à falta de produtos higiênicos necessários para lidar com a menstruação, traz à tona o descaso da esfera pública em cumprir e administrar as leis impostas, o que pode prejudicar muitas mulheres.
Ademais, esse problema social influencia na qualidade da educação das mulheres. Segundo a Organização das Nações Unidas, as meninas que enfrentam essa situação ficam sem ir à escola 45 dias por ano, o que pode impactar na qualificação educacional dessas pessoas. Posto isso, é notório que a pobreza menstrual afasta as mulheres da educação, o que pode, futuramente, dificultar que essas cidadãs se igualem às mesmas condições de trabalho do que os homens, o que causará um empecilho à conquista da igualdade de gênero.
Portanto, a pobreza menstrual tem o descaso do governo como desafio para ser solucionada, e isso pode impactar na educação e conquista de igualdade das mulheres. Nesse cenário, a fim de minimizar esse problema, é necessário que o Estado, por meio do Ministério da Mulher, promova leis que visem à disponibilização gratuita, em postos de saúde, de absorventes e outros produtos necessários durante a menstruação às mulheres que necessitarem. Dessa forma, essa situação será menos notória no território brasileiro.