Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/10/2021
Cólicas, desconforto e alterações de humor. Esses são alguns dos sintomas que as mulheres sofrem durante a menstruação, e como se isso não fosse o bastante, a falta de condições para a higiene necessária durante esse período mensal configura mais um desafio. No Brasil, essa última dificuldade, ocorre principalmente por que o assunto é tratado como tabu e também pela negligência do Governo Federal.
Primeiramente, a ausência de diálogo acerca da menstruação formula um cenário apático para a redução da pobreza menstrual. Sob essa ótica, a série lançada na Netflix, em 2019, “Sexy Education” relata o engessamento da sociedade e instituições para falar sobre assuntos relacionados à sexualidade e fisiológicos relacionados, onde pode ser inserida a menstruação, e as consequências inerentes a esses. Fora da ficção, essa dificuldade está presente em nossa sociedade e atrofia o engajamento necessário para a mitigação desse problema. Desse modo, a falta de debate sobre o assunto em questão diminui as chances de reduzir essa pobreza, além de aumentar os riscos de doenças, como infecções, por agir de forma incorreta durante o esse período.
Ademais, a falta de comprometimento por parte do governo é outro fator que é outro fator que compromete o acesso aos recursos necessários durante o período menstrual. Isso pode ser comprovado com o veto do presidente Jair Bolsonaro, em 2021, ao projeto de lei que forneceria absorventes para as pessoas que não tem acesso a esses recursos, negando a elas a oportunidade de passarem por essa condição mensal com o mínimo de dignidade e segurança. Logo, a indiferença estatal é prejudicial à saúde e incompatível com os direitos civis da Constituição Federal de 1988, que prever a dignidade da pessoa humana como principio absoluto.
Portanto, ações para reduzir a pobreza menstrual no Brasil, devem ser colocadas em prática. De início, devem as famílias e escolas, responsáveis pela educação do indivíduo, orientar sobre o assunto, por meio de debates e palestras, a fim de desmistificar e normalizar o assunto, e assim formar pessoas mais conscientes para lhe dar com a situação e buscar por direitos. Deve também, o Senado Federal verificar as impugnações presidenciais sobre o projeto de lei e adequá-las de forma justa, por intermédio de votações, com o objetivo de garantir o fornecimento de recursos aos necessitados e a dignidade desses.