Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 02/11/2021
O documentário “absorvendo o tabu ’’ aborda a questão social da menstruação, a qual falta de absorventes e a ignorância sobre o tema faz com que meninas e mulheres se afastem totalmente da vida social durante esse período, não frequentando escolas, centros religiosos ou comerciais. De maneira referente a isso, tem-se os desafios da pobreza menstrual no brasil que precisa ser combatida. Cabe, assim, estabelecer que o silenciamento do tema, no qual a vergonha de menstruar imposta pelo patriarcado torna esse tema velado em diversas classes, e a negligenciam da questão, favorecendo o afastamento feminino da vida em sociedade nesse período, contribuindo para o enraizamento desse desafio .
Primeiramente, é indubitável que a sociedade vigente é patriarcal, atribuindo uma necessidade feminina fraquezas, sendo uma dessas fraquezas o período menstrual, atribuindo incapacidade e temperamento sensível ao momento. Desse modo, se põe a ideia da pensadora Chimamanda N. a qual atribui ao machismo estrutural a desqualificação do corpo feminino, fragilizando e tornando vergonhoso esse momento, impactando diretamente sobre como as mulheres reprimem o momento e não conversam sobre, mistificando da ignorância da massa. Nesse sentido, um corpo que menstrua e não fala sobre, ou não pesquisar por vergonha abafa da realidade como necessidade que precisa ser supridas nesse momento. Dessa maneira, retrata-se a pobreza necessita das necessidades menstruais, evidenciando a desinformação pública sobre as necessidades e prioridades para a saúde feminina.
Outrossim, é notório, que a ausência desse debate fez com que o tema fosse silenciado por muito tempo. Dessa forma, com a atual ebulição do tema, o “TEDtalks” da Rafaela Gonçalves, explicita como necessidade femininas acerca da pobreza impactando na realidade menstrual, ressaltando que a higiene menstrual não pode ser um privilégio. Sendo assim, é evidente que o debate e a ampliação de recursos menstruais é uma necessidade eminente para a saúde publica e dignidade feminina.
Dessarte, faz-se necessária a adoção de medidas que venham conter os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde, dentro do Sistema Único de Saúde, fazer projetos de democratização da higiene menstrual, por meio de palestras que venham conscientizar todos sobre a realidade menstrual e acesso gratuito em postos de saúde e escolas públicas a absorventes descartáveis. a fim de que se promova um bem-estar menstrual para todas as pessoas que menstruam, de forma que seja gratuito e contempla todos os brasileiros. Somente assim,