Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 13/10/2021

No documentário indiano ”Absorvendo o Tabu”, ganhador do Osca de 2019, mostra como foi desenvolvida uma máquina para a produção de absorventes biodegradáveis ​​e de baixo custo. Apesar do filme ter viralizado no mundo todo, os ensinamentos que ele traz ainda são deixados de lado pela sociedade brasileira, a qual enfrenta muitos desafios contra a pobreza menstrual .Desse modo, é importante destacar que a ausência de ajuda estatal e a falta de recursos financeiros de algumas famílias agravam essa problemática.

Em primeiro plano, o Governo não tem demonstrado interesses nesses assuntos relacionados à saúde feminina. Nesse ano de 2021, o Presidente da República do Brasil vetou uma proposta sobre as distribuições gratuitas de absorventes íntimos, e isso gerou uma grande revolta na população. Dessa forma, observa-se que nem todos dão a devida atenção à essas temáticas, e por isso, as pessoas que menstruam passam por dificuldades nesses dias, pois não tem acessos a esses tampões menstruais e nem dinheiro para compra-los. Diante disso, é de suma importância uma mudança nesse cenário.

Além disso, as famílias em situação de pobreza encontram dificuldades para obter esses protetores íntimos. De acordo com os dados do IBGE, 14,8 milhões de pessoas estão desempregadas atualmente no país. Por conseguinte, as meninas não terão condições de comprar esses itens de higiene para o período menstrual e, consequentemente, usarão, para substituir esses utensílios, papel higiênico, folhas de árvores, miolos de pão e entre outros. Portanto, pode-se analisar que o absorvente é um elemento indispensável na vida de uma mulher com útero.

Em resumo, a pobreza menstrual é um assunto sério e necessita de algumas mudanças. A priori, o Estado deve comprar absorventes, com uma verba destinada exclusivamente para isso, e assim distribuir aos postos de saúde, para que as cidadãs possam pegar gratuitamente o seu pacote e não precisarem mais usar outras coisas para supri-los. Por outro lado, a população precisa desenvolver uma campanha de doação, por meio das redes sociais como Instagram e Facebook, de coletores menstruais, protetores, absorventes internos e externos, e doar as meninas em situação de rua e para aquelas que não tem condições de comprar , com o intuito de não deixar nenhuma mulher desamparada nesses dias de menstruação. Feitas essas ações, espera-se que as pessoas vejam que isso é um assunto normal,  e que os mesmos ensinamentos do documentário” Absorvendo o Tabu” possa ser desenvolvido na sociedade brasileira.