Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/10/2021
No ano de 2021, o Governo da Califórnia nos Estados Unidos anuciou que as escolas públicas deveram disponibilizar absorventes gratuitamente para famílias de baixa renda. No Brasil, a pobreza mestrual é ainda uma nefasta problemática no âmago da sociedade brasileira. Tal fato é reflexo de medidas públicas ineficázes e o persistente preconceito a mulher que desafiam a resolução do problema.
Primeiramente, resalta-se que à pobreza mestrual sempre foi uma pauta excluída nos discursos inclusivos e desestímulado dentro dos poderes públicos. No Brasil, o Chefe de Estado vetou a distribuição de absorventes gratuitos para mulheres em condições de pobreza que usualmente sofrem com a dificuldade de compra ou acesso dos produtos higiênicos íntimos. Dessa forma, fortalecendo o processo de miséria nos períodos mestruais, que mensalmente retiram alunas e trabalhadoras femininas das suas funções por não terem como contornarem tais situações.
Ademais, temáticas sobre a pobreza mestrual é debatida pela maioria masculina nos poderes, que utilizam do preconceito a mulher para atacarem os combates a tal problemática e silenciarem as discussões sobre o tema. Dessa maneira, mitigando os desafios e cortando benéficios, apoiados por uma sociedade brasileira machista, aumentando as barreiras para projetos públicos.
Infere-se, portanto, a necessidade de resolver os desafios da pobreza mestrual que ainda persiste no Brasil. Dessa forma, o Governo Federal com o Congresso Brasileiro devem criar projetos estaduais e federais para a distribuição gratuíta e eficiênte de absorventes e produtos de higiêne feminia, para acolherem as mulheres pobres. Além do mais, as Instuições públicas precisam reduzir as taxas de impostos sobre mercadorias voltadas a higienização e proteção intíma para que decorrentemente tal grupo tenha como comprar tais produtos.