Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/10/2021
A menstrução é uma condição natural das mulheres para retirar o endométrio e iniciar novamente o ciclo menstrual, ou seja, uma nova oportunidade de gerar filhos. Entretanto, o processo envolve excretar o revestimento uterino durante o período menstrual, ocasionando em sangramentos expontâneos. Assim, a pobreza menstrual, falta de condições de propiciar noções e produtos para higiene, traz consigo problemas para as brasileiras de baixa renda e pode impactar seu desenvolvimento acadêmico.
Seguindo esse raciocínio, a menstruação é natural do ser humano. Enquanto que, na Idade Média, a menstruação era vista como sinal de bruxaria, atualmente, ela já é mais tratada da forma como deveria: um procedimento comum do corpo feminino. No entanto, para meninas de baixa renda, o período menstrual é um desafio, pois a falta de saneamento básico para cerca de 50% da população brasileira, desde 2019, e a dificuldade de acesso de absorventes, principalmente, por conta do aumento do processo de produtos gerado pela inflação, faz as mulheres mais pobres não seguirem uma higiene pessoal necessária. Desse modo, obtém-se mais obstáculos no cotidiano do trabalho e escola.
A partir desse viés, as cidadãs ficam prejudicadas de exercer suas funções. Nesse caso, a má higiene pessoal ocasionada pelas condições precárias tem por conseguinte afetar o trabalho e educação dessas brasileiras, pois sangramentos expontâneos e, inclusive, doenças por limpeza insuficiente surgem repentinamente e reduzem a produção diária ou influencia negativamente a saúde delas. Dessa maneira, propiciar absorventes e água potável, principalmente em escolas públicas, onde o Estado deve assegurar o bem-estar dos seus alunos, o que torna mais fácil e imediato de implementar do que em empresas particulares, pode ser a chave para reduzir a pobreza menstrual do Brasil.
Portanto, é necessário o combate da pobreza menstrual para assegurar a saúde das cidadãs brasileiras. Por isso, é interessante o Ministério da Educação, por meio de parcerias público-privadas, trazer produtos de higiene pessoal femnina para escolas públicas, a fim de propiciar mais bem-estar para as alunas de baixa renda que são impedidas pela alta de preço dos bens. Ademais, a iniciativa priva pode aumentar o poder de compra de suas funcionárias através de um “vale-higiene”, com o propósito de melhorar a saúde de suas funcionárias e sua produção.