Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 25/10/2021
“O Estado deve existir somente para garantir os direitos inalienáveis do homem”.A frase dita pelo filósofo John Locke é de grande auxílio na compreensão acerca da pobreza menstrual no Brasil.Desse modo,devido aos estigmas relacionados à isso,atrelados à falta de políticas públicas voltadas para resolução do problema,esse quadro é uma realidade no Brasil.
Em primeiro plano,é importante ressaltar que,os estigmas e preconceitos associados à menstruação é um dos principais fatores que contribuem para a pobreza menstrual,visto que,menstruar é faz parte do ciclo natural da vida feminina,por isso,o uso de absorventes e a falta distribuição como itens de higiene básica,devem ser abordados normalmente,sem alguma forma de preconceito ou tabu.Portanto,de acordo com o conceito de “Mortificação do Eu” do Sociólogo Erving Goffman,por influência de fatores coercitivos,o cidadão perde seu pensamento individual e junta-se a uma massa coletiva.Logo,nesse contexto,a medida que fosse sendo abordada a problemática,nas escolas,ou pelos meios de comunicação atuais,tomaria maior proporção,e a devida urgência de ser solucionado.
Ademais,a carência de políticas públicas voltadas a solução desse quadro,como o fornecimento de informações sobre a saúde da mulher e a distribuição de absorventes em postos de saúde e em colégios públicos,também são entraves que impedem a solução dessa realidade.Visto que,segundo dados da CNN Brasil,mais de 4 milhões de meninas sofrem com pelo menos uma privação de higiêne nas escolas,logo é visível a urgência de disponibilizar esses itens gratuitamente.Desse modo,é necessário que haja uma repercussão maior da problemática,para que ganhe a importância de ser colocado em prática essa atitude.
Depreende-se,portanto,a necessidade de solucionar o quadro atual.Desse modo,cabe ao Governo Federal,promover campanhas de informação,veiculadas através da mídia-nas redes sociais- com intuito de popularizar o assunto,destacando a importância de reverter a situação,alertando sobre a necessidade de conversar sobre menstruação,e assim destigmatizar o assunto,além da necessidade de fornecer absorventes em escolas e postos de saúde,para que mais mulheres possam ter acesso à higiene pessoal de maneira gratuita.