Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 19/10/2021
O Artigo 196 da Constituição de 1988 revela que a saúde é direito de todos e o estado deve propor políticas públicas a fim de reduzir o risco de doenças e de outros agravos. Com isso, é importante discutir sobre os desafios do combate à pobreza menstrual no Brasil, sendo ocasionados pela ineficácia governamental em proporcionar melhores condições às mulheres e o número de desempregados. Nesse sentido, esse assunto deve ser analisado com a finalidade de encontrar uma solução para essa adversidade.
Em princípio, cabe destacar os dados revelados pelo site UOL, dizendo que o país possui mais de 14,8 milhões de desempregados durante a pandemia da Covid-19. Por meio disso, entende-se que a alta taxa de desemprego é um impasse no combate à pobreza menstrual, pois retém as condições financeiras dos estudantes na obtenção dos absorventes, já que sem uma renda mensal, não há garantias que serão capazes de compra-los. Isto é, a falta de um trabalho não permite que os parentes tenham renda suficiente para suportar a compra de todos os itens necessários para viver, como comida e produtos de higiene, sendo assim, a compra de absorventes é deixada de lado a fim de garantir que não passem fome.
Outrossim, destaca-se a ineficiência governamental, dado que, segundo o site G1, em outubro desse ano, o presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto de lei que distribuiria absorventes gratuitamente para pessoas de extrema vulnerabilidade. Através disso, conclui-se a falta de comprometimento do estado no combate à pobreza menstrual, pois ele possui o papel de garantir o desenvolvimento nacional da nação, incluindo o acesso à itens básicos de higiene pessoal. Contudo, entende-se que o governo não está realizando as atitudes necessárias para combater esse impasse, uma vez que este projeto facilitaria a vida de pessoas de baixa renda, inclusive aquelas que se encontram desempregadas, já que não possuem dinheiro suficientes para compra-los.
Desse modo, deve haver uma intervenção diante desse cenário. Para isso, o Ministério do Trabalho deve criar um órgão específico, por meio das verbas direcionadas a ele, com o objetivo de localizar as famílias desempregadas e de baixa renda e fornecer apoio financeiro e empregos a eles, como por exemplo criação de projetos para construção de obras públicas. Assim sendo, a taxa de desempregados diminuiria e o combate à pobreza menstrual seria feito, além de cumprir o Artigo 196 da Constituição de 1988.