Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/10/2021
A questão á falta de acesso ao absorvente no Brasil ainda ocorre, deixando de lado as condições básicas e mínimas para os direitos humanos e das mulheres na sociedade. No entanto, apesar de ser um assunto pouco discutido devido o tabu e a desinformação que o cerca, a problemática vem ganhando visibilidade nos últimos anos. Diante desse cenário, vale ressaltar que há falta de investimentos destinados á saúde pública e recursos básicos para a higiene durante o período menstrual. Dessa forma, as mulheres que não possuem uma boa condição financeira, não tomam seus devidos cuidados durante o ciclo menstrual por falta de recursos, e por sua vez, usam outros meios para tentar substituir o uso do absorvente. Consequentemente, o cuidado com a saúde intima feminina vem a ser não cuidado, acarretando sérios problemas, como o risco de contaminação e infeções. Além disso, é importante frisar que essa situação não ocorre apenas no Brasil. De acordo com o documentário da Netflix “Absorvendo o Tabu”, onde se passa na Índia, no qual o estigma da menstruação persiste, e as mulheres tomam iniciativa para combater esse tabu, produzindo absorventes de baixo custo em uma nova máquina e a caminho para alcançar a sua independência financeira. Fica evidente, portanto, que caminhos devem ser solucionados para combater esse tabu e a escassez das condições básicas e higiene íntima das mulheres. É necessário, então, que o Governo Federal (principal órgão responsável pelo bem-estar da população), faça melhores investimentos em políticas de saúde, por meio de campanhas e distribuição de absorventes nas unidades de saúde, com a finalidade de zelar pela dignidade humana das meninas e mulheres que sofrem cotidianamente com a escassez de condições adequadas para o período menstrual. Feito isso, espera-se efetivamente, reduzir o número de mulheres que enfrentam dificuldades para se cuidar durante seu ciclo menstrual, e ampliar seus direitos básicos, o qual o Estado deve garantir a todos, sem distinção de qualquer natureza, perante a lei do artigo5º.