Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 14/10/2021

Em pleno século XXI, enraizado em uma cultura nitidamente patriarcal, vê-se a persistência da pobreza menstrual no Brasil. Sob esse prisma, observa-se como epicentro a desigualdade de renda que impossibilita o acesso a absorventes, uma vez que são comercializados com alta cobrança de impostos, um problema sociocultural e governamental devendo ser urgentemente combatido.

Em primeira análise, na Índia, por exemplo, abordar assuntos no que tange à menstruação e aos cuidados que ela requer são um tabu. Nesse sentido, pouco se discute a respeito e, conforme dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 23% das meninas abandonam o colégio quando entram na puberdade. Dessa forma, a desinformação da sociedade sobre esse ponto se mantém e dificilmente é cessada, haja vista que, apesar de ter se tornado um país emergente, possui forte aumento das mazelas sociais ao longo dos anos.

Em uma segunda análise, é de suma importância discutir que, principalmente em nações machistas e patriarcais, como as pessoas que menstruam têm baixa, se não inexistente, autonomia financeira, o que se agrava, muitas vezes, pela falta de formação pedagógica. Por conseguinte, o poder aquisitivo individual é precarizado, de acordo com estudos da Forbes Economic, e atinge a aquisição de recursos para a higiene menstrual, exigindo as soluções alternativas, como o uso de papelão, que comprometem a saúde íntima.

Logo, medidas estratégicas são obrigatórias para esse cenário. Para tanto, urge aos órgãos administrativos, ao lado da Organização das Nações Unidas (ONU), oferecer cestas básicas que contenham itens de higiene menstrual básica, por meio de programas sociais de atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade, a fim de que mais mulheres podem ser atendidas em seus períodos menstruais. Assim, será possível combater a pobreza menstrual e como mulheres perder mais dignidade em escala global.