Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/10/2021

A menstruação é o período em que há um fluxo de sangue nas mulheres, devido ao descolamento do endométrio da parede uterina, dando fim ao período fértil da mulher, que ocorre mensalmente. Nesse sentido, para que esse momento não traga desnconforto ao gênero feminino, são necessários alguns materiais básicos como absorventes, ideial que não corresponde a realidade brasileira atual, que enfrenta uma pobreza menstrual constante.  Tal problema ocorre devido a falta de investimento público, bem como pela estigamatização da menstruação. Por isso, é preciso conter o problema, urgentemente.

Sob esse prisma, é notório que a falta de investimento do governo federal é um dos grandes responsáveis pela pobreza menstrual no Brasil. Isso pode ser comprovado analisando os postos de saúde brasileiros, que apesar de disponibilizarem vários artigos de saúde pública, carecem, constantemente, de absorventes, contexto exposto no projeto de lei da senadora Zaneide Maia, para a distribuição gratuita desses materiais. Desse modo, a menstruação é completamente financiada pela mulher, que todo mês é obrigada comprar utensílios básicos, contexto desafiador para grande parcela desse grupo, devido aos altos preços desses produtos, segundo o movimento feminista brasileiro, que chama atenção para esse problema, em prol do bem estar feminino. Sendo assim, é preciso que o Ministério da Saúde invista na compra e distribuição de absorventes para as mulheres.

Ademais, nota-se que outra grande razão para a pobreza menstrual no Brasil se dá pela estigmatização da menstruação. Tal ideia pode ser analisada a partir do trecho bíblico que demoniza a mesntruação, que é configurada como uma impureza feminina, período em que a mulher deve se isolar devido ao ‘‘pecado’’ cometido. Nesse sentido, tal passagem contribui para o preconceito em relação a esse fenômeno biológico feminino, uma vez que 85% da população brasileira é cristã, compartilhando, muitas vezes, desse pensamento, criando-se um tabu, por ser um tema que é evitado de ser discutido, o que contribui para a pobreza mentrual. Dessa forma, é preciso alterar tal forma de pensamento.

Portanto, é notório que esse cenário carece de alterações. Para isso, o Ministério da Saúde deve destinar maior verba para esse tema, por meio da distribuição de absorventes em todos os postos de saúde, bem como nas escolas, a fim de garantir auxílio para um período mentrual saudável da população feminina. Além disso, o Ministério da Saúde deve conscientizar a sociedade sobre a menstruação, por meio das escolas e das redes sociais, com o fito de alterar a ideia de impureza relacionada a menstruação, que é um fenômeno normal, quebrando o tabu em relação a esse tema. Dessa forma, tomando as medidas expostas, o contexto de pobreza menstrual não será mais uma realidade no Brasil atual.