Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Em 2019, o filme Period ganhou o Oscar de melhor documentário por conta de retratar uma situação real das mulheres - a pobreza menstrual-. O curta exibe mulheres Índianas que conseguiram produzir seus próprios absorventes. Tal pobreza, conjuntamente, faz-se presente no território brasileiro, em que se configura um preocupante desafio a ser solucionado. Faz-se crucial, dessa forma, analisar a falta de apoio do governo e a desigualdade social do país como pirncipais responsáveis pelo revés.
Primeiramente, a falta de apoio por parte do governo acarreta o problema. Acerca disso, no dia sete de outubro deste ano o presidente Bolsonaro vetou a distribuição gratuita de absorventes a mulheres necessitadas. Relaciona-se tal negligência com a máxima do filósofo Socrátes " O homem comete erros devido sua própria ignorância", pois, sem entender a real situação dessas mulheres, o presidente as negou acesso a um elemento básico e necessário de saúde pessoal. Assim, enquanto o governo não amparar as pessoas de baixa renda os problemas causados pela pobreza mentrual continuarão a aflingir a nação.
Além disso, a desigualdade social brasileira influencia o impasse. A titulo de exemplo, de acordo com a Unicef, 3% das escolas do Brasil não possuem banheiros, principalmente na regiâo Norte. Nesse sentido, a ativista pelos direitos femininos, Nana Queiroz, relatou que uma mulher com alto fluxo mentrual deve trocar de absorvente a cada vinte minutos, a partir disso, percebe-se, que mulheres pobres passam por situações deploráveis e humilhantes. Logo, nota-se, que medidas precisam ser tomadas para combater tal desigualdade e proporcionar condições humanas á todas pessoas que mentruam, sejam elas mulheres ou homens transexuais.
Portanto, os desafios para combater a pobreza mentrual precisam ser mitigados. Para tanto, urge que o Governo Federal - responsável pela distribuição pública- doe absorventes, coletores e Obs para mulheres de baixa renda, por meio de Ongs ou distribuição pelo sistema único de saúde (SUS), organizando parte do dinheiro público para essa função, a fim de melhorar as condições básicas da população. Além de investir em reformas nas escolas com a construção de banheiros, com papel higiênico e absorvente para usar caso necessário. Tendo assim, maior índice de mulheres nas escolas e uma sociedade mais igualitária.