Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/10/2021

A menstruação tem a função de sucesso reprodutivo. Ocorre como resultado do preparo do útero para receber o óvulo fertilizado e tem como base o espessamento do endométrio.  No entanto, esse conhecimento sobre os períodos menstruais não foi decifrado até o século XX. Antes disso, o que você tem é a demonização desse processo. Nesse caso, o resultado é pobreza menstrual. Em parte, isso se deve à falta de discussão sobre o assunto e à negligência do governo.

Em primeiro plano, a ignorância geral do Brasil sobre a menstruação é óbvia. Segundo a autora Simone de Beauvoir, falava na obra “Segundo Sexo” que desde a sociedade primitiva, o sangue uterino tornou-se tabu com o intuito de exacerbar a vulnerabilidade, principalmente a vulnerabilidade das mulheres. Hoje, como patrimônio histórico, falta uma abordagem direta desse assunto, o que dificulta as discussões sobre o impacto social da menstruação.

Além disso, deve-se ressaltar que faltam ações públicas em relação ao bem-estar das pacientes menstruadas. Em um país com elevados níveis de desigualdade social, pode-se observar que os bens básicos de saúde pública são considerados bens de luxo. Portanto, o uso de absorventes e água da torneira não está democratizado. Portanto, embora o acesso a cuidados médicos seja uma obrigação constitucional, é uma realidade para os indivíduos usar jornais para conter o sangue menstrual.

O governo federal precisa urgentemente formular um plano de ação por meio de amplo debate com a prefeitura, com foco na distribuição democrática de absorventes e produtos de higiene privada. Além de divulgar amplamente a importância do cuidado dos órgãos reprodutivos nas salas de aula e nas redes sociais. Essas ações têm como objetivo minimizar tabus e popularizar serviços de saúde de qualidade. Portanto, a pobreza menstrual no Brasil será resolvida.