Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 05/11/2021
O acesso a higiene menstrual é tido como um direito e deve ser tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. Segundo pesquisas, uma a cada quatro adolescentes não tem acesso a absorventes durante o período menstrual, a falta de acesso não somente a itens básicos de higiene durante o período de menstruação, mas também a falta de informação, dinheiro para comprar um absorvente e, principalmente, falta de apoio, traz consequências para as mulheres.
Em nossa sociedade a menstruação ainda é vista como um tabu, onde a meninas sentem vergonha em serem vistas comprando ou carregando um absorvente e até mesmo de conversar sobre com a família e amigas. A conscientização é necessária, porém ainda caminha em passos lentos tanto pela sociedade quanto pela política, contudo, o seu impacto é nítido nos âmbitos educacionais, sociais, pessoais e de saúde da população.
A ausência de absorventes, além de provocar uma perda de confiança e autoestima nas mulheres causa ainda mudanças de comportamentos nessas pessoas e impactos diretos na sua educação. No Brasil, 20% das adolescentes não possuem água tratada em casa e 200 mil estudam em escolas com banheiros sem condições de uso, o que torna ainda mais difícil o manejo da higiene menstrual. A falta de acesso a absorventes por questões econômicas ou circunstanciais provoca ainda grandes riscos para a saúde de quem precisa buscar alternativas para lidar com a situação.
Dessa forma, pode-se notar que a pobreza menstrual não consiste somente na ausência de poder aquisitivo para a aquisição de itens de higiene íntima, mas representa também a falta de informação e a forma como o tema ainda é visto pela sociedade. Portanto devem ser tomadas atitudes principalmente por parte do governo em questão da distribuição de absorventes e do acesso à educação menstrual, e por parte da sociedade é importante que façam campanhas e ajuda financeira.