Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem-estar social. Entretanto o cenário visto pela questão da pobreza menstrual no Brasil impede que isso aconteça na prática, em razão não só da desigualdade social, mas também pela falta de produtos higiênicos. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.
Sobre essa perspectiva, convém enfatizar que a má distribuição de renda e a falta de saneamento básico está entre as principais causas do revés. Na série “The end of the fucking world”, a jovem Alyssa furta uma farmácia, por não ter condições financeiras para comprar itens de higiene menstrual, embora ficcional, representa a situação de muitas meninas que não possuem condições necessárias para realizar a higiene exigida nesse período. De maneira análoga, nota-se que a distribuição desigual de renda, água e esgoto contribuem significativamente para a perpetuação da problemática.
Convém ressaltar, ademais, à falta de produtos higiênicos necessários para lidar com a menstruação como mais um dos fatores que agravam o impasse. Primordialmente, percebe-se que a miséria durante o período menstrual, traz à tona o descaso da esfera pública em cumprir e administrar as leis impostas, podendo prejudicar muitas mulheres. Em outra série da plataforma Netflix, “Sex Education”, a pobreza menstrual e as dificuldades que as mulheres encontram durante esse período são retratadas e criticadas, uma vez que esses problemas são banalizados em muitos lugares, como no Brasil.
Fica evidente que a desigualdade social e a falta de produtos higiênicos são prejudiciais ao problema apresentado, e que portanto é necessário mudanças. Para tanto, é de suma importância que o Ministério do Meio Ambiente, juntamente ao Ministério da Saúde, deve criar projetos de saneamento básico em comunidades carentes, com a finalidade de promover uma higiênie de qualidade para mulheres com baixa renda. Outrossim, o Ministério da Saúde deve promover políticas públicas, como a distribuição gratuita de absorventes em unidades básicas de saúde, a fim de atingir a população periférica. Feito isso, será cumprido o objetivo da Declaração Universal dos Direitos Humanos.