Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
O protagonista do livro, o “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, incessantemente acreditou no Brasil utópico. Todavia, a probreza menstrual deixa o país ainda mais longe do sonho do visionário personagem. Nessa lógica, no que tange à questão do tema, note-se a configuração de um delicado problema, em virtude dos aspectos socioculturais e de saúde.
Nessa lógica, é preciso considerar a mentalidade coletiva. Consoante ao conceito de normalização, de Michel Foucault, há, na sociedade, a tendência de repetição de comportamentos sem a devida reflexão critica dessa conduta. Sob essa perspectiva, quando se analisa a pobreza menstrual, verifica-se que a falta de deliberação minuciosa sobre o assunto intensifica ao revés, visto que essa é um nitido exemplo de desilgualdade social, e da precariedade ao acesso de itens básicos de higiene.
Ademais, deve-se pontuar que a pobreza menstrual é um assunto de saúde. De acordo com Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao estado viabilizar açoes que garantem o bem estar de todos. Entretanto, percebe-se que o assunto rompe com as idéias do filósofo iluminista, uma vez que no Sistema Único de Saúde são distribuídos preventivos, mas não é distribuido absorvente um item importante para saúde feminina. Assim, vê-se a importância do Estado para resolução do porém.
Portanto, cabe ao Governo Federal, responsável pelos interesses da administração Federal em todo território nacional, por meio de uma nova política pública, garanta que absorventes sejam dados gratuitamente pelo SUS. Dessa forma, tal medida tem como intuito amenizar a pobreza menstrual no Brasil.