Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/10/2021

No programa televisivo “Big Brother Brasil”, da Rede Globo, a participante Gabrielly Martins optou por usar um absorvente interno para evitar acidentes caso urine, ação que gerou grande repercussão nas mídias por evidenciar os desafios que o Brasil enfrenta para combater a pobreza menstrual. A falta de informação básica e investimento público na área de higiene pessoal feminina gera, em grande escala, dificuldades que contrariam os direitos humanos.

Em primeira análise, o sistema de ensino brasileiro não visa a educação menstrual como uma necessidade. Aulas sobre, dentre outros assuntos, o ciclo menstrual, condições normais fluxo e os efeitos colaterais, são essenciais para a formação da mulher. A desinformação prejudica milhões de brasileiras por não terem o suporte adequado em momentos como esse, deixando-as, assim, isoladas e desencorajadas a buscar ajuda.

Ademais, tem-se a carência na distribuição de itens higiênicos para, segundo dados publicados pela CNN, mais de 4 milhões de meninas ao redor do Brasil. De modo que, mesmo com a informação, existe uma parcela da população que não tem acesso aos absorventes e coletores menstruais. Dessa forma, as mulheres precisam sobreviver com o que está ao seu alcance e passar por situações desconfortáveis devido ao mau planejamento público.

Medidas devem, portanto, serem tomadas para que haja o combate à pobreza menstrual no Brasil. Os Ministérios da Saúde e da Educação devem, através de palestras, discursos e pelas redes sociais, informar a população sobre as questões básicas femininas, além de investir em campanhas de distribuição, nas escolas e em postos de saúde, de itens para os cuidados pessoais. Visa-se, assim, que as mulheres recebam o tratamento adequado e que casos como o de Gabrielly não se repitam com frequência.