Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/10/2021

A pobreza menstrual no Brasil tem sido um assunto bastante comentado ultimamente, desde que os movimentos feministas vem ganhando forças, a sociedade tem dado mais valor as mulheres. A menstruação é um período em que ocorre a descamação da parede do útero da mulher quando não há fecundação, isso ocorre de mês em mês e é inevitável, com isso, vem junto vários problemas em questão a sáude pública e a condição financeira de muitas pessoas no país hoje.

Um pacote de absorvente, custa em média de 20,00 a 30,00 reais, um valor consideravelmente alto para gastar todo mês, e dependendo de quantas mulheres há em uma família, esses 30,00 reais podem se tornar muito maior. A questão da pobreza menstrual se da a partir do  momento em que mulheres começam a não ter condição de comprar um absorvente, e por muitas vezes procuram outra alternativa para estancar aquele sangue, como: colocando papel, pano, ou até mesmo, ficam sem usar, podendo causar infecções graves no corpo da mulher.

Em virtude disso, a deputada Marília Arraes levantou o projeto de lei que obriga postos de saúde, escolas e presídeos a distribuirem absorventes de graça para mulheres em questão de vunerabilidade, mas em outubro de 2021, o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, vetou essa ideia que promove a melhoria da saúde da mulher. É possível observar essa pobreza em muitos lugares, como a escritora Carolina de Jesus fez, no seu livro “Quarto de Despejo”, que disserta sobre as péssimas condições de vida da população periférica. A falta de saneamento básico nessas regiões são absurdas, tendo dificuldades de manter até o básico da higiene pessoal.

Assim como no livro de Carolina, também é retratado na série “The end of the fucking world”, a jovem Alyssa furta uma farmácia, por não ter condições financeiras para comprar itens de higiene menstrual, mesmo sendo ficcional, retrata bem a realidade do Brasil nos dias atuaias.

Para que esse problema seja resolvido, é de extrema importância que órgãos de saúde como a OMS e a ANVISA, promovam uma petição mostrando o quanto a distribuição de absorventes nas escolas, nos presídeos e nos postos de saúde são extremamente necessários, levantando dados e estatísticas de como a saúde pública da mulher iria melhorar  não deixando que a lei sugerida pela deputada seja esquecida. Com essa idéia sendo promovida, veremos os casos de infecções e outras doenças relacionadas em mulheres diminuindo,  e talvez uma melhora considerável financeiramente em muitas famílias.