Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 16/11/2021

A Constituição Federal Brasileira garante o direito social à saúde, bem como a dignidade humana. No entanto, a pobreza menstrual, isto é, os precários acesso à produtos de higiene básica mostra que essa prerrogativa não condiz com a realidade. Nesse contexto, não há dúvida de que essa situação é um desafio social, a qual não só se deve à precariedade de investimento do Estado, como também a falta de conhecimento e informação da população.

Vale destacar, de início, que um dos principais motivadores é a precariedade de investimento do Estado. Haja a vista o difícil acesso ou a falta dos itens básicos de higiene, como: absorventes, coletores e calcinhas descartáveis para a população de baixa renda. Além disso, vale pena pontuar a falta de infraestrutura e saneamento básico para uma higiene menstrual adequada.

Ademais, a falta de conhecimento e informação sobre como ter uma higiene adequada ou ciclo menstrual, acaba ocasionando cuidados inapropriados e gerando graves problemas a saúde. Tais como alergias, irritações e infecção, podendo até levar a óbito.

Desse modo, tendo em vista resolver o problema, o governo federal atrelado ao Ministério da Saúde deve promover e distribuir absorventes e tampões, assim como outros itens de higiene básica nas escolas e hospitais para as populações mais carentes ou de baixa renda. Além disso, os governos estaduais e municipais devem garantir um sistema de saneamento básico de qualidade para toda população com a manutenção mensal carentes, garantindo assim melhor qualidade de vida para a população. Por outro lado, é importante também, investir em palestras e campanhas nas redes estaduais de ensino para meninas sobre o ciclo menstrual, quais são os cuidados que devem ter e como lidar com a menstruação. Dessa forma, os direitos a saúde, como bem a dignidade são garantidos e preservados, como consta na Constituição.