Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o combate a pobreza menstrual no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antogônico é fruto tanto da natureza financeira da pessoa, quanto da desinformação que lhes é passada sobre o assunto.
Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Em primeiro plano, é fulcral pontuar que a pobreza mentrual deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de macanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta da atuação das autoridades, a natureza financeira da garota é o que dita seu direito de acesso á itens básicos de higiene durante o período de menstruação, tais como o absorvente. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a desinformação quando o assunto é pobreza mentrual como outro promotor desse problema. De acordo com a antropóloga Mirian Goldenberg, uma em cada quatro meninas no Brasil faltam à aula por não possuírem absorventes, e dessas, 50% nunca falaram sobre o assunto na escola. Partindo desse pressuposto, uma sociedade em que a mestruação ainda é vista como tabu, mesmo fazendo parte da vida de todas as mulheres de forma comum e saudável, acaba refletindo em como muitas meninas se sentem inseguras e envergonhadas ao serem vistas comprando absorventes. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho, já que a perduração do tabu, que causa a desinformação em garotas de todo Brasil, contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Sendo assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Desserte, com o intuito de mitigar a pobreza menstrual no Brasil, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em absorventes gratuitos, por meio da sua distribuição em postos por todo Brasil. Desse modo, se atenuará, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da pobreza mentrual, e a coletividade alcaçará a Utopia de More.