Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 16/10/2021
Segundo uma pesquisa feita pela ONU, estima-se que uma em cada dez meninas cisgênero perdem aula quando estão menstruadas por falta de produtos ou porque não há banheiros seguros e com privacidade nas escolas. Todos os meses, mulheres precisam optar entre usar pedaços de pano, papelão, papel higiênico e miolo de pão quando menstruam. No Brasil, estima-se que 26% de mulheres que mestruam entre 15 e 17 anos não possuem condição financeira para adquirir produtos seguros.
Observa-se que a carência de suporte social expõe um grande problema de saúde pública; nele, podemos ver que muitos direitos são violados quando agentes institucionais não exercem a função à qual foram designados (de amparar a população, sobretudo a parcela que mais necessita dos direitos básicos). O problema aparece em parte em como as políticas estão sendo manejadas, e em como esse processo de auxílio não alcança as zonas mais necessitadas ao redor do Brasil, que já enfrentam muitos obstáculos no quesito pobreza menstrual e outros direitos universais.
Essa situação se torna ainda mais problemática quando é perceptível uma desqualificação social em torno do tópico da pobreza menstrual, que a deixa cada vez mais complicada de chegar ao conhecimento da população, fazendo com que o assunto seja configurado a um maneirismo que oculta toda a importância da apresentação dessa realidade.
Portanto, percebe-se um certo desincentivo generalizado para com as tentativas de melhorar o acesso a artigos de higiene menstrual. Políticas públicas que realçam o cuidado à saúde higiênica feminina precisam, diante disso, de maior relevância no espectro político e social. A dispersão que é feita a essas informações servem como um mecanismo para construir a estigmatização deste tema, gerando ainda mais problemas; apesar de áreas específicas do poder estarem com uma postura indiferente ao assunto, muitos grupos se mobilizaram contra essa postura, grupos sociais se mostraram como ativos sobre a conscientização do tema e escolas já promovem iniciativas de arrecadação e distribuição de produtos de higiene menstrual. Também mostram que existem opções sustetáveis para a higiene pessoal durante menstruação, que podem ser alternativas se existir água disponível para o processo, o absorvente ecológico e reutilizável, o disco menstrual e o coletor menstrual.