Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
O estigma da menstruação ainda é, infelizmente, um problema sério no Brasil e, muitas vezes está associado à pobreza financeira de grande parte da população. De maneira análoga ao que acontece na sociedade brasileira, “Absorvendo o Tabu”, a produção cinematográfica da Netflix vencedora do Oscar de melhor documentário Curta-Metragem (2019), retrata como, em uma área rural da Índia, através do uso de uma máquina de produção, a fabricação de absorventes de baixo custo tornou a vida de muitas mulheres mais fácil e libertadora.
Primeiramente, é necessário entender que no Brasil, segundo o relatório Livre para Menstruar, uma em cada quatro adolescentes não possui um absorvente durante o período menstrual. Ou seja, não há condições básicas para muitas mulheres nesse meio, existindo muitas causas para esse triste fato.
Ademais, atualmente na sociedade brasileira, os absorventes não são, segundo a lei, produtos de higiene básica. Isso implica diversos fatores, como a dificuldade ao acesso para esse produto por conta do imposto que não é isento e, além disso, a falta de higiene básica.
Conclui-se portanto que, assim como no documentário “Absorvendo o Tabu”, citado anteriormente, os impostos sobre os produtos que compõem os absorventes devem ser reduzidos. O Estado, como uma ação de empatia, deve tratar os absorventes como produtos de higiene básica e implantá-los em cestas básicas, por exemplo. Além disso, a distribuição gratuita desse produto em escolas e UBS é uma forma de resolver grande parte do problema de combate à pobreza menstrual no Brasil.