Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 16/10/2021
Em uma cena da série “The end of the f***ing world”, a personagem principal furta absorventes de uma loja de convêniencia por não ter dinheiro para pagar por esses objetos de higiene pessoal; apesar de se passar na Inglaterra, é possível traçar um paralelo desse episódio com a realidade de diversas pessoas que menstruam no Brasil, já que, em 2015, uma adolescente de 16 anos foi detida por roubar absorventes de um loja de Roraima, mostrando que a pobreza menstrual é presente também no nosso dia a dia.
Por exemplo, no Brasil, uma a quatro adolescentes possuem acesso a absorventes durante a menstruação; entretanto, a ONU considera o acesso a higiene menstrual um direito imprescindivél, e questão de saúde pública. Uma grande parecela da população brasileira já não possui acesso a saneamento básico e a água potável, com isso, a situação dos indivíduos que menstruam e que estão nessa situação de vulnerabilididade é extremamente preocupante.
Tendo tudo em vista, é impossivél não mencionar o livro “O cidadão de Papel” do Gilberto Dimenstein; na obra, Gilberto diz que as leis brasileiras são como “letras mortas”, já que os direitos estão registrados na contituição, e apesar disso, não são aplicados na pratica.
O termo “cidadão de papel” representa um cidadão que possui os direitos mas não os usufrui, algumas vezes por falta de informação, mas muitas vezes por negligência do governo; apesar de ser uma realidade brasileira, nada é feito efetivamente para combater a pobreza menstrual aqui presente, portanto, medidas se tornam necessárias para a resolução do impasse. O ministério da saúde deve distribuir absorventes (noturnos e diarios) em postos de saúde, assim como é feito com os preservativos, além de promover uma propaganda para informar as pessoas em situação de vulnerabilidade sobre a distribuição; assim o problema de falta de absorventes e objetos de higiene menstrual será drasticamente resolvido.