Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Segundo o Artigo 196, da Constituição Federal, informa que é dever do Estado garantir o acesso a saúde, sendo, também, responsável por zelar o bem-estar de todos os cidadãos. No entanto, voltando-se para a realidade, pode-se precaver um olhar mais atento a isso. Desta forma, a pobreza menstrual no Brasil torna-se protagonista de milhões de mulheres, assim como homens transexuais, pondo em risco a infecções nas partes intimas ao não terem condições de comprar um absorvente, chegando a usar miolo de pão para impedir a menstruação, além disso tem-se a falta de água e saneamento básico como problema para piorar o aspecto.
Em princípio, a ginecologista e obstetra Larissa Cassiano, em sua entrevista para o Fantástico, informa que já chegou a receber mulheres que utilizaram algodão e outros objetos no qual acabavam soltando fibras, e que isso poderia causar um impacto tanto momentâneo quanto duradouro, como exemplo a infertilidade. Em seguida, há mulheres, que por falta de informações sobre o assunto, acabam optando por atos nos quais acabam levando ao malefício com relação a parte intíma, como exemplo beber o próprio sangue menstrual.
Eventualmente, em lugares de baixa renda, se apresenta a escassez de àgua, que acaba por dificultar na higiene do ciclo menstrual. O problema tange assim impossibilitando a mulher de sair de casa durante o ocorrido, sendo obrigada a permanecer em sua residência por falta de utensílios próprios para uso e pela falta de saneamento básico. Com tudo isso, pode-se também atrapalhar nos períodos importantes do dia, não tendo opção se não faltar na escola, ou no caso de maioridade, no trabalho.
Tendo em vista os fatos apresentados, é necessário que o Ministério da saúde promova campanhas em praças, escolas e em lugares públicos, com o objetivo de apresentar as dificuldades presentes no assunto, para que assim atinja mais pessoas para se consolidarem com as questões presentes no dia a dia de muitos, ademais a população de um determinado globo social pode arrecadar dinheiro para a compra de absorventes, para que possam distribuir a aqueles que não podem comprar os mesmos, tendo o propósito de ajudar. Assim, será possível atenuar o problema relacionado à pobreza menstrual.