Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/10/2021

Na ideia de disponibilidade aos produtos fundamentais, tanto para a higiene quanto para a saúde, como medicamentos, pasta de dente, sabonete, xampu e absorventes são indispensáveis para a população de forma a prevenir a salubridade local. Todavia, o acesso aos produtos tende a ser inferior conforme as condições econômicas sobre as famílias com rendas de baixo valor, produtos de higiene pessoal feminina tendem a ser prevalentes, por ser envolver a saúde e o psicológico das mulheres no período menstrual a fim de evitar infecções e constrangimentos. Dessa forma, é necessário retratar as causas que levam da pobreza menstrual e as suas consequências para o cotidiano feminino.

A princípio, dados apresentados pela marca americana de produtos de higiene menstrual “Always”, uma a cada quatro mulheres não possuem condições para adquirirem absorventes, indicando também as poucas trocas diárias conforme os regulamentos sugeridos dos ginecologistas, apontando assim o alto custo a produtos semelhantes no mercado, mostrando também a desigualdade vivida no campo social, onde nem todos desfrutam dos mesmos direitos, assim como nem todas as famílias têm um banheiro em casa ou saneamento básico.

Consequentemente, a saúde humana deve ser posicionada acima de tudo, a limpeza essencial e o cuidado do próprio corpo evitam problemas abundantes, entre eles as inflamações e infecções causadas pela pobreza menstrual, onde as bactérias contidas no sangue retornam ao corpo, resultando em internações. Conforme os dados apresentados pelo site “Diário do Nordeste” 170 meninas são levadas ao hospital todo ano, em média, por doenças ligadas à pobreza menstrual, onde a população é obrigada a lidar com a falta de recursos e, por fim, se utilizando de outros meios para se proteger. Além de sofrerem por traumas psicológicos, o medo e a vergonha em excesso ao frequentarem locais públicos.

Portanto, diante desse cenário, é preciso que os governos estaduais continuem disponibilizando de forma gratuita produtos de higiene menstrual para jovens estudantes e adultas com baixas condições, por meio de divulgações e apoio de centros comunitários e escolas, a fim de preservar a saúde ginecológica das mulheres com baixas condições higiênicas e financeiras, assim, será possível atenuar a problemática relacionada a pobreza menstrual no Brasil.