Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
No episódio 6 da primeira temporada da série “Anne with an E”, a garota Anne é altamente criticada ao comentar sobre o ínicio de seu período menstrual, sendo vista como impura por suas próprias colegas de turma, que também vivenciariam do mesmo eventualmente. Fugindo do fato de ser uma série fictícia, a menstruação é tratada com repulsa desde a Idade Média até os dias atuais, de modo que podemos observar os desafios no combate à pobreza menstrual em todos os lugares, não só envolvendo mulheres e crianças, como também homens trans.
Desde que o presidente Jair Bolsonaro vetou a distribuição de absorventes gratuitos à pessoas de baixa renda, muitos parlamentares vem tentando derrubar o veto pois seria prejudicial à saúde de muitos. O artigo previa a distribuição e estabelecia uma lista de beneficiárias, tais como estudantes de baixa renda matriculadas em escolas públicas, mulheres em situação de rua, presidiárias ou internadas. Nesse contexto, Bolsonaro utilizou como argumento a seu veto a fonte de custeio para o esquema, entretanto, qual seria o custo da vida de uma pessoa?
O sangue eliminado pelo processo de menstruação pode apresentar riscos à saúde da pessoa caso não tratado de maneira correta, na medida em que o sangue é um material que favorece o crescimento de bactérias e fungos, e a partir do momento em que a mulher não possui um meio seguro de armazenar esse sangue, como exemplo o uso de absorventes, coletores menstruais ou OBs, é recorrido opções não higiênicas, como panos velhos, migalhas de pão e algodão. Por outro lado, além de aumentar o risco de infecções na área, que já é sensível, a falta do fator absorvivel causa o vazamento e o acumulo de sangue, que pode causar doenças graves.
Diante do que foi mencionado, é fundamental que o Ministério da Saúde, disponibilize absorventes ou meios higiênicos de se conter o sangue menstrual e incentive a doação dos mesmos por pessoas que gostariam de ajudar, por meio de palestras e parcerias com ONGs, com o objetivo de apoiar as pessoas que sofrem com o periodo menstrual.