Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/10/2021

No documentário “Absorvendo o tabu”, conta a história de como foi desenvolvida uma máquina para fazer absorventes biodegradáveis e de baixo custo para mulheres indianas que não obtinham absorventes e utilizavam materiais impróprios. Em consonância com a realidade das indianas, está a de muitas mulheres no Brasil, já que a pobreza menstrual é um desafio para as mulheres de baixa renda. Deste modo, é necessário que a distribuição gratuita de absorventes seja realizada com êxito e que tenha palestras sobre o assunto para que não seja mais vista como um tabu.

Na primeira análise, é necessário falar sobre o fato que mais de 500 milhões de mulheres no mundo não dispõe de higiene menstrual e que pelo menos 5 milhões de mulheres no Brasil não têm acesso a absorventes. Com a distribuição de absorventes os índices de doenças causadas pelo uso de material impróprio para conter o fluxo de sangue diminuíram exponencialmente. A vulnerabilidade menstrual faz com que as mulheres recorram a alternativas não seguras, como o uso de panos velhos, papel higiênico, jornais, papelão e até mesmo miolo de pão. Com a distribuição de absorventes nenhuma mulher se colocaria em risco desta forma, tornando assim uma vida mais saudável, limpa e segura para todas as mulheres.

Há muito tempo, a menstruação é vista como um assunto desnecessário e nojento, dita normalmente em uma voz de sussurro. Uma pesquisa da Plan International de 2017 revelou que, em Gana, 90% das mulheres sentem vergonha de menstruar, os números e o gigantesco tabu são absurdos para um assunto necessário e natural da vida feminina. É comum a sociedade querer mascarar ou disfarçar a forma como a mulher menstrua, reforça ainda mais os estigmas antigos. A fala é necessária para que o acesso a informações e melhorias no desenvolvimento feminino seja alcançado.

Em suma, é de extrema necessidade que o Governo Federal e o Ministério da Saúde auxiliem as mulheres de renda baixa com leis que possam garantir que todas tenham higiene menstrual e todos os cuidados necessários. Inicializar palestras estudantis sobre o período menstrual a ponto de normalizar este assunto. E que o Ministério da Saúde inicie um trabalho social para a maior divulgação sobre essa pauta,