Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/10/2021

Ninguém nasce mulher, torna-se mulher" Simone Beauvoir foi uma das pioneiras no movimento social feminista que defende uma ideia de direitos iguais para a exerção de cidadania plena pelas mulheres, já que essas sempre foram colocadas em um lugar de inferioridade. Como exemplo à causa já antiga, na contemporaneidade há uma luta no Brasil para combater a pobreza menstrual. No entanto, dois empecilhos não permitem o fim dessa problemática, são eles a falta de importância às moças e a vida cotidiana.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o valor atribuído à mulher em nossa sociedade é puramente sexual. Para exemplificar, no livro Quincas Borba do escritor realista Machado de Assis a personagem Sofia é apresentada apenas como um objeto para enriquecer seu esposo Palha, que a utiliza para aproximar amigos milionários, isso evidencia a falta de afeto por ela. De maneira análoga as mulheres são diariamente prejudicadas pela carência de empatia por governantes que não veem necessidade em investir para a garantia dos mínimos direitos que devem ser entregues no momento mais importante do ciclo menstrual, afinal, isso implica deixar o caráter patriarcal já estagnado. Por isso, enfrentar essa inferioridade é romper com visões preconceituosas inaceitáveis.

Têm-se ainda a correria do dia a dia que nos impossibilita. No século XX, com o advento do avanço da tecnologia o Movimento Futurista foi criado, essa vanguarda expressa a velocidade que vivenciamos nesse contexto e hoje ainda mais, o resultado disso é uma vida sem momentos para o desenvolvimento de um pensamento crítico acerca da realidade. Na prática é impossível enxergar as deficiências sociais, principalmente quando não afeta de forma direta nossa rotina. Essa é a invisibilidade que milhares de mulheres que sofrem pela falta de absorvente e dinheiro estão sujeitas todos os dias. Nesse caso, é importante uma mobilização solidária de uma sociedade de cabeça aberta.

Visto que os desafios no combate à pobreza menstrual brasileira são significativos e de urgente solução. É preciso que as mídias sociais, tão presentes na atualidade fomentem uma movimentação nas pessoas para que realmente se sensibilizem com a situação humilhante de diversas mulheres, isso deve ser feito por meio de postagens que apresentem dados de maior ocorrência de casos e o que isso causa, assim as moças sentirão o apoio verdadeiro. De modo que ’tornar-se mulher" seja mais igualitário.