Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
É inegável que a falta de acesso a recursos como saúde e higiene, é algo que infelizmente se tornou uma realidade mundial, e no Brasil, não é diferente. A pobreza menstrual é um assunto que foi colocado em pauta nos últimos meses, e consiste na falta de infraestrutura e informação para que meninas e mulheres tenham a capacidade de cuidar de sua menstruação. Diante disso, dois aspectos fazem-se relevantes: a questão econômica como contribuinte da pobreza menstrual e o tabu que é falar sobre a menstruação.
Primeirmente, é válido citar que a menstruação é a descamação das paredes internas do útero quando a fecundação não ocorre, ou seja, é algo que faz parte do ciclo reprodutivo da mulher e acontece todo mês de forma involuntária. É necessário o uso do absorvente para absorver o sangue eliminado, e este é nada menos do que um produto de higiene que segundo o estudo realizado pelo Banco Mundial, não pode ser adquirido por 25% das adolescentes brasileiras. O estudo ainda aponta que pelo menos 500 milhões de mulheres no mundo não dispõem de instalações adequadas para higiene no período menstrual.
Por seguinte pode-se citar a situação de inúmeras adolescentes estudantes que tem dificuldade de conversar sobre o ciclo menstrual. Uma pesquisa publicada pelo G1 aponta que, uma em cada quatro jovens já faltou a aula por não poder comprar o absorvente e não falam que foi por isso, ou seja, elas tem vergonha e tentam esconder a situação, o que é alarmante e ressalta o quanto ainda é um tabu no Brasil falar sobre a menstruação.
Diante dos argumentos supracitados, conclui-se que a pobreza menstrual é um problema que deve deve ser levado a sério, para que mais de 1,5 milhões de mulheres e 413 mil meninas brasileiras não continuem a ser prejudicadas por este impasse. Para que isso ocorra, cabe ao Ministério da Saúde criar projetos nas escolas brasileiras que incentivem as meninas a cuidarem de seu ciclo menstrual de forma correta, eliminando essa insegurança que as mesmas possuem ao falar do assunto. O Governo deve incentivar a iniciativa de arrecadação de produtos de higiene menstrual voltados para as necessitadas, como as moradoras de rua e a as mulheres de baixa renda que não conseguem adquirir tais produtos, pois assim como prevê o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito¨, é necessário oferecer ajuda a essa porcentagem que não possui os mesmos privilégios da maioria.