Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Segundo Sartre, filósofo francês, o homem é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo com o avanço do sistema capitalista, recai sobre ele garantir saúde e higiene a todos. No século XXI, a preocupação com a pobreza menstrual ganha forte ascensão, junto com ele, seus problemas de combate, como o elevado custo de absorventes descartáveis e a descriminação que cerca o tema.
De início, é notável destacar a questão e desembolso envolvida. Isso porque muitas meninas deixam de ir à escola por não terem dinheiro para comprar absorventes. Segundo uma pesquisa realizada pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), mostrou que 1 em 4 garotas deixam de realizar essa atividade durante a menstruação. Prova disso recai em um levantamento do Instituto Unibanco, juntamente com o IBGE, mostrando que cerca de 1,7 milhões de jovens mulheres, entre 15 e 29 anos, o que representa 26% do total delas, tem o ensino médio incompleto, sendo quase o dobro de homens que estão nessa mesma faixa etária.
Ademais, cabe ressaltar a discriminação juntamente com a desinformação que cerca o assunto . Esse contexto envolve sobretudo mulheres muito pobres sem acesso a meios seguros de informação, sofrem com embaraços como vergonha, assédio e receio que terceiros percebam ou desconfiem. Pode-se citar aqui o caso do Reino Unido, onde, segundo a pesquisa da Bodyform e do YouGov UK (2018), 43% das meninas sofrem provocações por parte de meninos por conta da menstruação. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resulta hoje, em, muito constrangimento e desconforto nas mulheres, que são privadas de realizar suas atividades.
É preciso que os indivíduos assumam, portanto, sua responsabilidade diante a pobreza menstrual, uma vez que sofre com o elevado custo e discriminação. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo e iniciativa privada, para que ocorra o incentivo à produção de baixo custo por microempreendedores, impulsionando o fácil acesso ao consumo de absorventes, construindo, assim, um Brasil mais justo e igualitário.