Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
A pobreza menstrual é a falta de acesso a itens básicos de higiene durante a menstruação. Muitas mulheres no Brasil passam por desafios no decorrer do período menstrual devido a falta de informação e a falta de dinheiro. Essa última impede várias meninas de terem uma “vida normal” em meio ao ciclo mensal por não terem um pacote de absorventes todo mês, causando constrangimentos e desconforto nas garotas. Com isso, pode-se abranger dois acontecimentos tão comuns em volta da pobreza menstrual, como: a questão econômica feminina e as consequências no cotidiano da mulher.
Primeiramente, a menstruação faz parte da natureza feminina. Ela é a descamação das paredes internas do útero quando não há fecundação. Essa descamação faz parte do ciclo reprodutivo da mulher e acontece todo mês. O corpo feminino se prepara para a gravidez e, quando esta não ocorre, o endométrio (membrana interna do útero) se desprende. Nessas condições, é fundamental o uso de materiais, como os absorventes e os coletores menstruais, que impedem a passagem do sangue para o meio exterior. Porém, de acordo com a marca Sempre Livre, 26% das jovens de 15 a 17 anos no Brasil não têm acesso a produtos de higiene no período menstrual. Isso acontece por falta de dinheiro, o que leva essas meninas a usarem outros materiais não higiênicos para conter o sangue como jornais, panos, miolos de pão e plásticos, coisas que fazem mal à saúde ginecológica.
Segundamente, o cotidiano da mulher que não possui um absorvente se torna mais complicado do que deveria ser. De acordo com a marca Always, uma a cada quatro mulheres faltou a aula por não poder comprar absorventes e, quase metade destas (48%), tentaram esconder que o motivo foi a falta deles. Isso por conta do medo e do constrangimento, devido ao tabu da sociedade, que poderia ser se o sangue vazasse. E, quando possuem um pacote do material, muitas dessas mulheres não saem de casa por não terem os absorventes extras, dificultando demais a vida feminina.
Diante dos fatos citados anteriormente, é necessário que medidas sejam tomadas a fim de combater à pobreza menstrual no Brasil. Nessa perspectiva, é preciso que as escolas, responsáveis pela construção e pelo reconhecimento de saberes, façam campanhas de doação de absorventes, juntamente com os alunos e funcionários, por meio cartazes e avisos em salas de aula, com o fito de ajudar essas mulheres que necessitam dos absorventes e não têm condições de comprar por motivos financeiros. Assim, será possível o combate à probreza menstrual, possibilitando um melhor desenvolvimento na vida dessas mulheres.