Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
Muitos cidadãos descrevem o ciclo reprodutivo feminino como dor, desconforto, constrangimento e problemas de higiene todos os meses. Diante dessa problemática, foi criada a expressão “pobreza menstrual”, enfatizando como essa realidade atinge mulheres de diferentes idades em todo o mundo. Dentre esse preconceito, no que se refere ao desafio do combate à pobreza menstrual, pode-se citar uma infraestrutura inadequada de saneamento e a inacessibilidade de produtos de higiene menstrual, resultante da desigualdade socioeconômica e do alto preço dos produtos de higiene menstrual. Portanto, é urgente tomar medidas para mudar essa realidade.
Em uma primeira análise, o uso da água em vários países ainda é muito desigual, principalmente na periferia do mundo. Por exemplo, segundo pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Da mesma forma, segundo pesquisa realizada pela marca Always, cerca de 330 entrevistadas afirmaram não ter tido dinheiro para comprar produtos básicos de higiene em alguma fase da vida. Portanto, a questão da desigualdade econômica é um fator que afeta a forma como as meninas e mulheres lidam com seus períodos menstruais e como se desinfetam, o que mostra a necessidade de ações públicas que beneficiem essa causa. Além disso, na segunda análise, o acesso à higiene, saúde e bem-estar são direitos humanos inalienáveis, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu que os direitos à saúde menstrual da mulher são um problema de saúde pública, e a falta de produtos adequados pode causar doenças, por exemplo, infecções do trato urinário.
Portanto, as agências governamentais junto com a ONU para fornecer cestas básicas contendo produtos básicos de higiene menstrual por meio de projetos sociais para ajudar as pessoas em posições desfavorecidas para que mais mulheres possam obter ajuda durante a menstruação. Portanto, é possível combater a pobreza menstrual em escala global, e as mulheres terão mais dignidade.