Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 03/11/2021
Existem mulheres que não têm acesso a tais itens com facilidade, caracterizando a pobreza menstrual. Dessa forma, percebe-se um grave problema que tem como principais causas a desigualdade social e a inoperância governamental. O fato de muitas mulheres, devido a sua baixa renda familiar, não têm condições de adquirir nem mesmo itens básicos de alimentação, tampouco de higiene pessoal. Dessa maneira, é inadmissível que, em pleno século XXI, muitas mulheres não têm o direito de passar o seu período menstrual de forma tranquila e higiênica.
Ademais, a negligência estatal também se configura como um complicador do revés. Cabe ao governo fornecer às condições dignas de referência. Isso, no entanto, não ocorre na prática, uma vez que a não preocupação do Estado em ofertar, gratuitamente, absorventes para as mulheres, sobretudo, que passar sua maior parte do dia estudando. Assim, torna-se inaceitável que o Poder Público, através do Sistema Único de Saúde (SUS), continue inerte quanto à pobreza menstrual, distribuindo preservativos gratuitamente aos requisitos, mas ignorando esse caso específico das mulheres em que não há possibilidade de escolha.
Portanto, medidas urgentes precisam ser retiradas para que os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil sejam superados. Para tanto, o Governo Federal juntamente com o SUS, deve distribuir absorventes gratuitamente aquelas mulheres de baixa renda que não têm condições de adquirir tais itens. Isso deve ocorrer por meio de um mapeamento das regiões das regiões mais pobres socioeconomicamente, com o objetivo de erradicar a pobreza menstrual no país e, consequentemente, fornecer condições dignas de subsistência a esses requisitos que essenciais dessa ajuda. Feito isso, gradativamente, o povo brasileiro terá seu bem-estar garantido.