Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
No contexto social vigente, muito se fala sobre a pobreza mentrual, que nada mais é além da falta de estrutura que pessoas que menstruam possuem. Cada vez mais a pauta ganha espaço pois a população toma consciencia como um todo de seus direitos dentro de uma sociedade. Dessa forma, é visto que a problemática em questão é grave e diz respeito a saúde pública.
É primordial ressaltar que a pobreza menstrual afasta as pessoas que menstruam pois durante o periodo menstrual elas se sentem envergonhada por não possuirem um absorvente. Segundo a senadora Zenaide Maia mais de 13% da população sobrevive com R$ 245 reais ao mês, logo, para essas pessoas menstruar se torna artigo de luxo. A pesquisa da marca de absorventes Always relatou que 30% das mulheres já deixaram de ir em algum compromisso por estarem menstruadas.
Paralelo a isso, encontra-se a decisão da ONU (Organização das Nações Unidas) que desde 2014 reconhece que o acesso à higiene mesntrual é um direito e precisa ser tratado como questão de saúde pública. Seria um erro, contudo, ignorar tal problema pois pode afetar em outros setores da saúde no país. A Recomendação 21, de 2020 aprovada em dezembro pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos pede para que o presidente da república e ao Congresso Nacional a criação de uma politica para maior controle da pobreza menstrual.
Fica claro, dessa forma, que a pobreza menstrual é uma pauta relevante e que precisa ser resolvida. Faz-se necessário que o governo federal deve criar uma politica que auxilie as pessoas que menstruam, que faça com que essas pessoas tenham acesso a absorventes, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das mesmas.