Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/10/2021
O tabu da palavra “menstruação” ainda se faz presente nos dias de hoje, como a escritora do livro “presos que menstruam” disse, o corpo ideal muitas vezes é presente no corpo masculino, tornando ainda mais difícil o combate a pobreza menstrual no Brasil . É um desafio que precisa urgentemente ser resolvido, levando em consideração que a falta de absorventes para os estudantes de extrema pobreza leva a faltas no ambiente escolar e ao descumprimento da própria lei do país.
No primeiro caso, temos a desinformação. Como na série “ennie com e”, em que uma das cenas um protagonista de sua primeira menstruação, e limpa sua calcinha de forma desesperada achando que iria morrer por conta da perda de sangue repentina. Não muito longe da realidade, hoje em dia muitas meninas tem medo de pedir ajuda por não saber o que está ocorrendo com seus corpos, porque ninguém fala sobre, como um tabu, levando ao medo, e muitas das vezes, não tendo acesso a saúde básica, necessária pelo artigo 196 °, “a saúde é direito de todos e dever do estado”.
No segundo caso, ainda mesma na série, ao ir para escola ennie conversa sobre isso com seus colegas de classe, que confessam ficar em casa em seus períodos menstruais. Não muito diferente do que acontece no Brasil e países com pobreza elevada em seus índices, sem o direito ao absorvente, e vergonha do sangue vazar, mulheres tomam uma iniciativa de faltar de 5 a 7 dias nas escolas por mês, uma questão de necessidade que tira delas o direito de estudar, determinado pelo artigo 205, “a educação é direito de todos, dever do estado e da família.”
Desse modo, depreende-se que é de extrema necessidade que o ministério da saúde, responsável pela assistência a saúde dos brasileiros, através da elaboração de um plano para distribuição de absorventes em instituições públicas como penitenciárias, escolas e unidades básicas de saúde, além da organização de uma campanha contra o tabu, acabem com os desafios para o combate da pobreza menstrual no Brasil, e traga, assim, como milhares de brasileiras, o direito básico de poder ter saúde, e estudar sem preocupação e faltas.