Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 16/10/2021

“Não se nasce mulher, torna-se mulher” é uma frase famosa da filósofa Simone Beauvoir. A pobreza no país é de ciência de todos, e ainda assim é debatida e continua sem solução. No entanto, esquecemos que isso atinge a população em todos os sentidos; como mulheres outra vez sendo deixadas de lado.

É de conhecimento geral que as mulheres possuem ciclos menstruais e atingem a maturidade com idades diferentes, pois são organismos diferentes, e não há nada que pode ser feito para impedir o amadurecimento de seu corpo. Por isso, é usado absorventes durante seus períodos de menstruação. Recentemente esse assunto entrou em pauta, e logo tomou a atenção nas mídias. Postos de saúde geralmente distribuem preservativos, e escola fazer o mesmo com absorventes. Atividade sexual é uma opção, menstruar não. Estima-se que, no Brasil, 20% das adolescentes não possuem água tratada em casa e cerca de 200 mil estudam em escolas com banheiros sem condições de uso, o que torna ainda mais difícil o cuidado com a higiene menstrual.

No entanto, ainda existem pessoas que não compreendem a gravidade da situação. Apesar do sangue menstrual sair do próprio corpo, é necessário manter a higiene para evitar riscos de infecções. A frase famosa da filósofa citada explica isso, torna-se mulher quando atinge sua maturidade e isso é algo inevitável. E é por isso que deveria ser uma obrigação dos postos de saúde providenciarem absorventes, como fazem com preservativos, para as mulheres que não possuem condições para comprarem para si mesmos.

Com isso, desenvolve o sistema de saúde mude como prioridades e ajude as mulheres, desde adolescentes até adultas,