Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 19/10/2021

Ao analisar o tema sobre os desafios no combate à pobreza menstrual, tem como epicentro a desigualdade de renda que impossibilita o acesso a absorventes, uma vez que são comercializados com alta cobrança de impostos. Nesse contexto, dentre as várias complicações, essa realidade afeta a frequência das pessoas que menstruam nas escolas. A partir disso, considerando que, segundo Paulo Freire, o objetivo principal da educação é libertar o oprimido, a falta dela reafirma a queda das chances de se romper com o ciclo da pobreza.

Na Índia, por exemplo, abordar assuntos no que tange à menstruação e aos cuidados que ela requer são um tabu. Nesse sentido, pouco se discute a respeito, assim cerca de 25% das meninas abandonam a escola quando entram na puberdade. Dessa forma, uma desinformação da sociedade sobre esse ponto se mantém e dificilmente. além do mais, é de suma importância discutir que, principalmente em nações machistas e patriarcais, as pessoas que menstruam têm baixa, se não inexistente, autonomia financeira, o que se agrava, muitas vezes, pela falta de formação pedagógica.

De acordo com estudos da Forbes Economic, e atinge a aquisição de recursos para a higiene menstrual, exigindo as soluções alternativas, como o uso de panos ou miolo de pão, que comprometem a saúde íntima.

Pontua-se, ainda, uma tendência de um corpo social capitalista em naturalizar problemas do país, fato que está presente na vida de adolescentes e mulheres suscetíveis em estágio menstrual. Tal questão ocorre, pois a tendência à venda e ao lucro se sobrepõe à ajuda humanitária, de forma que há o abandono de mulheres que ajuda a lidar saudavelmente com a menstruação. Sob essa ótica destaca-se as ações da médica e ex-participante do “Big Brother Brasil” Marcela McGowan, que usa as redes sociais para debater sobre a pobreza menstrual e ações a serem feitas para o combate desse panorama, uma vez que, diferentemente da profissional, a nação verde-amarela naturaliza essa dificuldade.

Conclui-se, portanto, que a circunstância urgente por soluções, visto que a garantia de uma vida saudável é um direito de todos. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, através de parcerias com projetos locais dos estados, como o “Fluxo sem Tabu”, investir em meios para que os absorventes sejam obtidos de modo sustentável e acessível para todas as mulheres. Ademais, como extensão das aplicações, que se abra espaço de trabalho às mulheres nesta indústria, possibilitando, por fim, com essas medidas, a sua emancipação financeira, um maior alcance a produtos de limpeza individual e o início da ruína do ciclo da pobreza.