Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 18/10/2021

De acordo com estudos realizados pelo Banco Mundial, a cada quatro indivíduos que menstruam, um sofre com a pobreza menstrual. Embora seja algo biológico, itens de higiene básica para esse período, ainda não são distribuídos gratuitamente no Brasil. Assim, a falta de absorventes e banheiros sem condições de uso em casa e nas escolas, evidenciam um problema na saúde pública.

Dessa forma, a carência de produtos menstruais para uma parcela da população, releva uma grande desigualdade de renda, uma vez que, para muitas pessoas o absorvente se tornou um elemento de luxo e, comprá-lo está fora de cogitação. Logo, soluções inapropriadas, mas baratas, são tomadas para conter o fluxo da menstruação, como a utilização de jornais, tecidos e até miolos de pão.

Além disso, banheiros inutilizáveis nas escolas e o carecimento de saneamento básico em casa, contribuem para o crescimento da pobreza menstrual, bem como a evasão escolar. Segundo a UNICEF, 60% de adolescentes e jovens já deixaram de ir à escola durante a menstruação, seja pela falta de insumos higiênicos ou pela deficiência dos sanitários locais.

Portanto, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde, sancionar uma lei que garanta a distribuição gratuita de absorventes internos e externos, coletores menstruais e calcinhas absorventes, por meio da disposição em escolas e postos de saúde, assim como, a realização de palestras e campanhas públicas que informem e ensinem sobre a menstruação, com a finalidade de diminuir a evasão escolar e acabar com a pobreza menstrual no país.