Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 19/10/2021

Na série “Educação sexual”, é relatada a importância da sororidade feminina na luta de diversos tabus impostos por uma sociedade machista que está presente no mundo. Fora da ficção, no Brasil, são evidentes os desafios das mulheres para conquistar o direito básico de higiene pessoal, porém, a falta do abastecimento de água tratada para famílias desfavorecidas, como também, a inexistência de auxílio governamental para o fornecimento gratuito de absorventes sustentáveis, torna-se difícil o combate à pobreza menstrual.

Em primeiro plano, é importante destacar a necessidade feminina de possuir água encanada em sua residência. A respeito disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), aproximadamente 18,5 milhões indivíduos de baixa renda não possuem abastecimento de água tratada no Brasil. Nesse sentido, as meninas e mulheres que estão no período menstrual são extremamente afetadas, por conta da dificuldade básica de higiene para suas partes íntimas, fomentando para períodos diários que terão que faltar aulas ou até mesmo um dia no trabalho, para evitarem um constrangimento pessoal em público. Dessa forma, o Estado deve atender toda essa população para enfraquecer progressivamente à pobreza menstrual.

Sob outro prisma, é imprescindível ressaltar a importância da distribuição gratuita de absorventes no Brasil. Análogo a isso, na reportagem produzida pelo o programa televisivo Fantástico, é alertada os prejuízos na saúde feminina com a utilização de absorvedores improvisados. Nessa perspectiva, a saúde pública deve imediatamente alertar para as pessoas do sexo feminino sobre as doenças advindas do uso incorreto de absorventes, porém, esse aviso só pode ser sustentado se for iniciado um incentivo governamental em dar gratuitamente, absorventes para cidadãs de baixa renda, em direção da promoção do direito natural de todas com o gênero feminino. Dessa forma, com mais acesso ao absorvente gratuito para pessoas pobres diminuirá os futuros problemas menstruais.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar esses imbróglios. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde, realizar a distribuição de absorventes para meninas e mulheres desfavorecidas, por meio da utilização da técnica Indiana na criação de absorvedores sustentáveis e eficientes para menstruação, a fim de evitar altos custos de verbas da saúde e promover à democratização do alcance do direito básico feminino. Além disso, o Estado pode, ainda, ampliar o acesso de água encanada para toda a população pobre, para assim, as cidadãs não passarem constrangimento pessoal em público. Somente assim, a luta retratada na série “Educação sexual” irá enfraquecer gradativamente a pobreza menstrual no Brasil.