Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 19/10/2021

É evidente como o desafio no combate à pobreza menstrual representa um desafio para uma sociedade alienada e corrompida como a brasileira. Inicialmente, isso é fruto da falta de saneamento básico e do tabu enfrentado por mulheres cis, homens trans e não-binárias. Nesse contexto, ao analisar os fatos supracitados, percebe-se que a problemática, além de ser uma realidade, tende a potencializar e agravar a imoralidade inata.

De início, entende-se que a falta de saneamento básico para pessoas que menstruam é um fator crucial para a existência do entreve na sociedade, de acordo com o grupo de meninas, Gril Up, cerca de 17% não tem acesso a distribuição de água potável, o que tem como consequência a falta de higiene no local íntimo, levando a doença e infecções íntimas, ou seja, existe uma falta de direito humano garantido pela Constituição Brasileira de 1988.

Além disso, o tabu vivenciado por essa parcela populacional também dificulta a atenuação do impasse. O documentário indiano de 2018, “Absorvendo o Tabu”, relata como as mulheres indianas são desprezadas durante seu período menstrual, elas faltam nas aulas escolares, devem se esconder dos homens e não podem frequentar as igrejas por serem consideradas impuras, além de demonstrar como as mulheres cis não têm entendimento sobre o assunto até mesmo não sabem o que são absorventes higiênicos. Fora da realidade indiana, no Brasil esse cenário não é diferente, segundo a pesquisa feita pela Talina e Always cerca de 1 a cada 4 mulheres não vão a escola durante seu período e também não tem conhecimento sobre o assunto, além de não ter acesso a absorventes.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os desafios para combater à pobreza menstrual. O Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação devem combater a pobreza menstrual através de investimentos em saneamento básico,distribuição de absorventes em escolas, presídios e postos de saúde, além de em sala de aula ensinarem sobre o assunto independente do gênero do aluno, para assim o preconceito sofrido pela população que menstrua e garantir a elas uma melhor qualidade de vida. Somente assim a imoralidade inata não irá se potencializar.