Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 19/10/2021

Pobreza menstrual é a falta de informação, dinheiro e itens básicos de higiene durante o período de mestruação da mulher. No Brasil, a pobreza menstrual afeta grande parte das mulheres, as quais além de estarem suscetíveis a doenças, também são alvos de estigmatização. Tal discriminação é configurada a partir da carência informacional e o alto custo dos produtos de higiene básica.

Em primeiro lugar, é justo lembra da obra “Pedagogia da Autonomia”, do filosófo e educador Paulo Freire, em que ela destaca importância das escolas em não só ensinar o conhecimento científico, mas também as habilidades socioemocionais, entre elas o respeito e empatia. Em analogia ao pensamento do autor, a diferença informacional entre algumas mulheres deve ser um impulso para a inclusão social, sendo necessário apontar a educação nos moldes predominantes do Brasil, como outro fator que contribui para a manuntenção do preconceito mestrual e carência informacional no Brasil.

Outrossim, é relevante observar a importância da ação do Estado, na saúde pública o jornalista Gilberto Dimensteir, em sua obra “Cidadão de Papel” afirma a ineficácia da da legislação brasileira, porque, na teoria aparenta ser completa, mas na prática não se concretiza. Visto que, a falta de políticas públicas satisfatórias para a aplicação do artigo 6 da “Constituição Cidadã”, que garante entre tantos direitos, a saúde. Isso é perceptível pela pequena campanha a cerca da necessidade de higienie mestrual.

Portanto, faz-se imprensindível que o Governo com a ajuda do Ministério da Educação, monte palestras nas escolas, dando informações sobre o período mestrual e higienização, por meio de dinheiro público, a fim de acabar com a falta de informações sobre a temática. Visto que, produtos mestruais são higienie básica, a ação legislativa por parte do Estado, deve disponibilizar esses produtos, por meio de dinheiro público, para que a pobreza mestrual não seja uma realidade no Brasil.