Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 20/10/2021

De acordo coma ONU, o acesso à higiene menstrual é tido como um direito e deve ser tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. No Brasil, infelizmente, não existe ainda a aprovação desse direito ainda é negado, permanecendo de cada vez mais agravante a pobreza menstrual no país.

Primeiramente é importante ressaltar que qualquer pessoa que não tenha nenhuma comorbidade que impeça a menstruação, e nasça com o sistema reprodutor feminino, menstrua. Muitas vezes, pessoas de condições mais precárias não conseguem obter um acesso tão fácil quanto se pensa, como é citado na matéria do Estadão, no qual mostra que 26% nas meninas brasileiras são sim afetas por essa pobreza.

Igualmente, no documentário “Absorvendo o Tabu” a falta de absorventes além de causar perda na autoestima, mudança no comportamento e o mais problemático, a evasão escolar no período menstrual. Ainda, na matéria “Livre para Menstruar”, 200 mil adolescentes estudam em escolas com banheiro sem condições de uso, dificultando o processo de higiene.

Portanto, é dever no Governo aprovar o projeto de lei que pauta na distribuição gratuita de absorventes nos postos de saúde. É dever também do Ministério da Educação, juntamente com as prefeituras dos estados garantir a inspeção a cada 6 meses das condições de higiene nas instituições de ensino. Por fim, é papel do Ministério da Educação em parceria com a UNE e a UMES criar campanhas de doações de absorventes feita por alunos a cada 6 meses e distribuído pelo país, de acordo com a necessidade de cada estado.