Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 28/10/2021
Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata o percurso de uma pedra presente em sua trajetória. Embora o contexto do poema não tenha sido escrito sob o vies social, percebe-se um alinhamento com a realidade brasileira, no que tange aos desafios para combater a pobreza menstrual. No sentido de que, esse, é um notório problema social que persiste sem solução, a custa do silenciamento social e da falta de consciência social.
É relevante abordar, primeiramente, que o silenciamento social é uma das razões pela qual o problema persiste. Em consonância a isso, a escritora brasileira, Martina Medeiros, discorre, em uma de suas obras sobre a falta de debate social, afirmando que o indivíduo silencia aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo é notório a relação da afirmação da autora e a questão da pobreza menstrual, já que o Estado brasileiro mantém essa questão silenciada, pois seu debate trará a exposição de muitos reveses e a fundamentação de incontáveis consequências, dos quais seus responsáveis, não demonstram capacidade para dirimir.
Ademais, a falta de consciência social é causa secundária do problema. Nessa lógica, o filósofo Karl Marx, teceu diversas críticas em suas obras sobre a atuação governamental em relação a educação cidadã nas sociedades. E se tratando da pobreza menstrual, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado não promove a consciêntização social em nenhuma de suas instâncias, como escolas ou meio de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias constitucionais.
Por fim, medidas são necessárias para a resolução do problema. Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio de oficinas, palestras e distribuição de absorventes gratuitas em escolas e universidades, com o objetivo de promover a conscientização e acabar com a pobreza menstrual. Tais eventos devem ter alcance nacional, inlcusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo. Espera-se, dessa forma, que o problema deixe de ser uma pedra no caminha das mulheres brasileiras.