Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 02/11/2021

Na novela ‘Chiquititas’ é retratado os cuidados de uma personagem após sua primeira menstruação. Tal como na trama, é necessário possuir alguns cuidados básicos ao menstruar, como o uso de absorventes e coletores menstruais. Conquanto isso seja necessário, o acesso a esse artíficios é precário à alguns grupos devido a desigualdade social e má educação.

À priori, a má distribuição de renda no Brasil permite uma menor qualidade de vida às populações mais pobres. No livro ‘Um lugar bem longe daqui’, é contextualizada a história de Kya que, ao passar pela menarca, recebe doações de pessoas por sua condição financeira não lhe ter permitido ter acesso aos itens mínimos de higiene íntima. Como na obra literária, a falta de assistência aos grupos afetados os tornam vulneráveis, já que não possuem acesso gratuito a tais itens, deixando-os a mercê de infecções decorrentes da dificuldade no acesso aos cuidados necessários.

Além disso, existe um déficit na educação em escolas acerca da abordagem da menstruação como uma questão de saúde pública. Segundo dados de uma pesquisa da CNN, mais de 4 milhões de mulheres ficam sem acesso a itens básicos de cuidados menstruais todos os anos no Brasil. Entretanto, apesar da problemática fazer milhões  de vítimas, ainda não há um melhor incentivo, em salas de aula, à educação menstrual e nem à uma boa acessibilidade acerca de cuidados menstruais. A falta de conscientização provoca o alheamento à temática no meio social e cultural.

Portanto, para solucionar os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, deve-se tomar as medidas cabíveis. Cabe ao Ministério da Educação, por meio do acesso a escolas, promover palestras que objetivem educar os estudantes acerca das consequências preocupantes das problemáticas. Pois, é conscientizando a população que será possível tornar a sociedade menos desigual e solucionar a problemática da pobreza menstrual.