Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 22/10/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a pobreza mestrual persiste no território brasileiros, se mostra uma barreiras, que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da infraestrutura sanitária inadequada, quanto do preços oneros do intens mestruais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a pobreza mestrual deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades a infraestutura sanitária brasileira se mostra inadequada em residência e espaços público, onde segundo portal de notícias CNN Brasil 4 milhões de meninas sofrem com pelo menos uma privação de higiene em ambientes públicos devido a falta de acesso a absorventes e banheiros com sabonetes. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, e imperativo resaltar, o acesso à higiene, à saúde e ao bem-estar são direitos humanos inalienáveis, haja vista que, em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu que o direito das mulheres à higiene menstrual é uma questão de saúde pública e que a falta de produtos adequados pode gerar doenças, como infecções urinárias, por exemplo. Por conseguinte, políticas públicas, como o Projeto de Lei 4698/2019 - que prevê a criação do Programa de Fornecimento de Absorventes Higiênicos nas escolas públicas - são de suma importância para a saúde íntima de milhões de mulheres, além de lhes oferecer mais conforto no ambiente de trabalho e estudantil.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o a pobreza mestrual, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do ministério da saúde, será revertido na compra de absorventes, que por meio de postos de saúde realizaram sua distribuição em comunidades que apresentam altos indíces de pobreza visando a saúde e o bem estar das mulheres brasileiras. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da pobreza mestrual.