Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 24/10/2021
Na Antiguidade, a menstruação era considerada impura, poluída e doentia. Entretanto, com o passar dos anos, essa concepção foi alterada. Dessa forma, na atualidade, o período menstrual é normalizado entre a população, porém existem adversidades relacionadas a ele, como a falta de recursos que muitas mulheres sofrem durante esse ciclo. Esse quadro é fruto de um problema relacionado à situação financeira de muitos indivíduos, o que faz as pessoas que possuem útero sofrerem com impasses.
Em primeiro plano, quando há menstruação é necessário possuir mecanismos para conter o sangue expelido, tais quais: absorventes, tampões e coletores. Todavia, existem mulheres que não conseguem adquirir esses produtos, pois vivem em péssimas situações. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 50 milhões de brasileiros vivem na linha pobreza. Nesse sentido, esses indivíduos estão marginalizados na sociedade, pelo fato do governo não investir em soluções que ajudariam esses cidadãos a saírem desse desafio. Assim, as pessoas do sexo feminino precisam resolver outras prioridades antes da menstruação. Com isso, as mulheres empregam alternativas para apurarem o impasse, por exemplo, utilizam panos, papéis higiênicos, jornais ou embalagens no lugar dos produtos corretos.
Por consequência disso, como essas pessoas não possuem acesso à saúde íntegra, já que não detêm dos mecanismos precisos durante o período menstrual, os constrangimentos são desenvolvidos, o que faz elas não frequentarem a escola, emprego e locais de lazer. Conforme Aristóteles, filósofo, a felicidade e a saúde são incompatíveis com a ocasião. Em vista disso, a vida dessas cidadãs é paralisada pela naturalidade de um procedimento que deveria ser tratado da forma correta para todos. Nesse contexto, esses indivíduos ficam mais introspectivos e limitados, isso atrapalha diversos setores da existência deles. Dessarte, a pobreza que parte da população presencia agrava um problema menstrual.
Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar esse desafio. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela área, a tarefa de realizar projetos contra a pobreza menstrual, por meio da contratação de médicos que farão terapias cognitivas com as pessoas que passaram por esse problema e também haverá a disponibilização de absorventes em posto de saúde e em escolas públicas, à vista de que a vivência dessas mulheres seja alterada.