Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 31/10/2021
Sabe-se que a pobreza menstrual é mais do que uma realidade no Brasil, ela é um desafio para diversas meninas e mulheres ao redor no país. Esse problema social é comprovado com as dificuldades para a saúde pública, além de tal tema não possuir a devida abordagem e reputação na sociedade; como se fosse uma circunstância de vivência distante. As pessoas em condições precárias acabam não tendo acesso nem disponibilidade a itens básicos, tornando a menstruação um assunto de difícil debate. Sob esse viés, é necessário discutir as causas e consequências dessa adversidade para combater essa situação e melhorar a qualidade de vida daquelas que sofrem com essa provação.
Primeiramente, é fundamental estudar as causas desse problema presente no cotidiano dessas mulheres. De acordo com a CNN, cerca de 715 mil brasileiras não possuem banheiro ou chuveiro em casa, da mesma forma milhões delas não têm acesso a itens como absorventes nas escolas e instituições de ensino. Assim sendo, percebe-se que mais do que uma questão de saúde e higiene pessoal, é uma discussão de amplitude pública. Por consequência desses fatos, a falta de apoio e informação se estabelecem na população; logo, muitos indivíduos não sabem do que esse assunto se trata e até não sabem que ele existe. Apesar de serem recursos os quais são direitos do brasileiro como consta a Constituição, nem todos têm acesso; então, é preciso informar as pessoas para que elas possam exigir esse benefício como cidadãos.
Além disso, é importante apresentar os impactos na comunidade brasileira e procurar possibilidades de reverter essa condição. Dentre problemas pessoais, inúmeras meninas não possuem o conhecimento sobre o próprio corpo, bem como seu órgão reprodutor, muitas não sabem da existência de absorventes internos e quando se deparam com algum, não possuem informação suficiente para saber como usá-los. Também torna-se um obstáculo para conversar sobre esse assunto tanto entre meninos e meninas, quanto dentro da própria sociedade, a menstruação acaba se tornando uma espécie de preconceito, como se as mulheres não passassem por esse período durante o mês.
Analisa-se, portanto, que a pobreza menstrual, além de problema social o qual envolve a saúde, é um desafio a ser encarado pela população e pelas autoridades. Assim sendo, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com ONGs por intermédio da mídia, criar um movimento social para comover os cidadãos. Por meio de campanhas para incentivar doações para as mulheres necessitadas de assistência, também estabelecendo palestras informativas para “quebrar o gelo” sobre o assunto, podendo fazer com que ele possa ser normalizado. Logo, para estabelecer a mudança, o primeiro passo é o mais importante para a mudança do homem ou da nação, como diria Oscar Wilde.