Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 26/10/2021
Sabe-se que as consequências da pobreza menstrual no Brasil são potencializadas pela ausência de programas sociais do governo voltados a essa causa. Dentre essas problemáticas, destacam-se: a ausência de meninas nas escolas por não possuírem o absorvente e a substituição inadequada do produto de higiene por folhas de árvore, papel de jornal e até mesmo miolo de pão. Dessa forma, compete ao Estado investir em medidas que revertam esse quadro.
Nesse contexto, a ausência de meninas nas escolas pela falta de acesso ao absorvente fere direitos sociais, como a educação e a saúde , presentes no artigo sexto da Constituição do Brasil. Isso foi evidenciado pela reportagem do programa Fantástico, a qual relata que uma em cada quatro jovens faltou à aula por não poder comprar o item. Ademais, vale ressaltar a negligência do governo frente à distribuição de absorventes. Esse fato foi comprovado quando o Presidente da República vetou o artigo do projeto de lei da deputada Marília Arraes que previa a entrega de absorventes a estudantes de baixa renda de escolas públicas e a pessoas em situação de rua. Assim, cabe ao Congresso a derrubada do veto presidencial.
Além disso, a falta de dinheiro e de apoio por meio de políticas públicas voltadas à higiene pessoal tem como consequência o uso de folhas de árvores, papel de jornal e miolo de pão pelas meninas carentes. Diante disso, o uso desses objetos, além de ferir a dignidade das mulheres, pode ocasionar infecções vaginais pelo fato de eles não serem higiênicos. Desse modo, cabe aos governantes, mediante de programas sociais, a implementação de medidas que combatam as desigualdades sociais para que os mais pobres possam adquirir os itens higiênicos.
Portanto, objetivando diminuir os impactos da pobreza menstrual no Brasil, cabe ao governo fornecer absorventes e demais itens higiênicos às mulheres de baixa renda. Isso deve ser feito por meio de verbas destinadas pelo Ministério da Saúde e da Educação às escolas públicas, para que essas instituições possam distribuir os kits higiênicos às alunas carentes.