Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/11/2021
Absorvente não é artigo de luxo
A escritora Angelica Freitas em sua obra “um útero é do tamanho de um punho,” desnudou a sociedade moderna e fez crítica aos comportamentos egoísta e superficiais da humanidade. Percebe-se que esses aspectos no que tange à questão da pobreza mestrual. Nesse sentido torna-se evidente como causa que o sangue mestrual é fruto de um tabu histórico e por isso enfrenta problemas na modernidade.
Diante dessa fragilidade é possível observar que a mulher sofre com esse tabu desde a Grécia antiga, quando o sangue mestrual estava relacionado a algo sobrenatural, segundo Semone de Beauvoir, ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Mas, em uma sociedade moderna que nem mesmo o sangue é naturalizado, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça o equilibrio seja alcançado na sociedade.
Utrapassando o contexto anterior, é notorio que as mulheres ainda são marginalizadas, por não terem acesso ao saneamento básico, itens específicos de higiene, até mesmo, absorventes. Nesse contexto prejudica mulheres no processo de ensino-aprendizagem, tendo em vista, que elas deixam de ir à escola durante seu período mestrual, que acontece de sete a nove dias a cada mês.
Em virtude do que foi analizado, é importante destacar que, a Constituição Federal de 1998 assegura os direitos e o bem-estar da população, de modo a alcançar a harmonia e a equidade social a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e que não viva a realidade retrógrada da Grécia antiga.